As Coleções Zoológicas da UFPE têm um histórico relativamente antigo, com a criação das coleções de Aves e Mamíferos no ano de 1968, com iniciativa dos professores Galileu Coelho e Deoclécio Guerra, respectivamente. Entretanto, foram nos últimos 20 anos que as outras Coleções Zoológicas foram criadas, reflexo da contratação de novos pesquisadores para atender à crescente demanda de estudos sobre a biodiversidade, refletindo, assim, em uma expansão quali-quantitativa do nosso acervo zoológico. Hoje, o Museu de Zoologia da UFPE conta com 6 Coleções científicas, com depósitos de espécimes tipo (de mais de 90 holótipos e parátipos) e de materiais de referência, principalmente de caráter regional. A coleção de Aves é a principal coleção do Nordeste e sétima do país, tanto em indivíduos como em diversidade, com quase 6000 espécimes tombados e com 100% dos registros informatizados. A Coleção de Aves alberga os holótipos de duas espécies e possui espécimes de grande parte dos endemismos da Caatinga (17 espécies) e da Mata Atlântica (34 espécies), incluindo 36 espécies de aves ameaçadas de extinção e 14 táxons (espécies e subespécies) endêmicos da Área de Endemismo Pernambuco. Em outubro de 2012, foi iniciada a coleção de tecidos, a qual já conta com aproximadamente 1.200 amostras congeladas em ultra-freezer. A Coleção de Mamíferos é, atualmente, o segundo maior acervo de mamíferos do Nordeste, sendo a principal coleção de referência do Estado de Pernambuco. São mais de 3100 exemplares tombados e 400 em processo de tombamento. De um modo geral, o acervo é constituído de exemplares da região Nordeste, em grande maioria de Pernambuco e Ceará. O acervo inclui também espécimes raros ou de animais ameaçados, como tamanduá-bandeira, tamanduaí, lontras e felinos, além de exemplares que constituem os primeiros ou únicos registros de algumas espécies no Estado de Pernambuco. A coleção de Mamíferos também recebeu parátipos do coendú-mirim (Coendou speratus), espécie de ouriço cacheiro, atualmente conhecida somente da Zona da Mata sul de Pernambuco. A Coleção Entomológica da UFPE foi estabelecida em 2000, e hoje reúne cerca de 50 mil exemplares, dos quais 10% encontram-se informatizados. A maior parte desse material foi coletada do Nordeste do País, em ambientes de Caatinga e Floresta Atlântica. A Coleção Entomológica possui dois holótipos e parátipos de 13 espécies depositados em seu acervo, além de exemplares de duas espécies ameaçadas de extinção, uma delas endêmica da Caatinga. A Coleção de Porifera da UFPE foi criada em 2008 e conta atualmente com cerca de 1800 espécimes tombados e com 100% dos registros informatizados. A coleção de Porifera possui o segundo maior cervo do Nordeste e o quarto do país, contando com o material principalmente da região Nordeste. Esta coleção possui 18 holótipos e parátipos de 19 espécies, fato que qualifica a coleção como referência mundial para o grupo. A coleção Herpetológica da UFPE foi criada em 2013 e abriga atualmente um acervo de cerca de 2000 espécimes de anfíbios anuros, lacertílios, anfisbenídeos, serpentes e quelônios já incorporados e, aproximadamente, outros 600 espécimes aguardando a incorporação ao acervo permanente. Além do acervo de espécimes, a Coleção Herpetológica também conta com um banco de tecido, com aproximadamente 2000 amostras. A maior parte do acervo é proveniente dos estados de Pernambuco, Ceará e Alagoas, principalmente de áreas de Caatinga e Mata Atlântica, mas também com alguns espécimes amazônicos. A Coleção de Bryozoa da UFPE está em processo de criação. Inicialmente, o acervo conta com espécimes coletados nos estados do Ceará, Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, que somam mais de 1.000 lotes, com aproximadamente 200 espécies de briozoários. O Museu de Zoologia da UFPE também tem um acervo didático bem diversificado, utilizado nas aulas práticas das disciplinas do departamento, em exposições em eventos internos e externos à UFPE e para receber visitas de outras instituições do ensino, do ciclo básico e superior. Recentemente, parte deste acervo está sendo organizado em forma de exposição em um espaço mais adequado para melhor atender o público interessado em visitar e conhecer o Museu.
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