O MHC | Museu Histórico da Cidade foi criado em 1934 pelo decreto nº 4.989, na administração do prefeito Pedro Ernesto (1931-1936). Sua primeira sede foi o Palácio da Prefeitura, na Praça da República. Em 1941, foi transferido para uma edificação do século XIX, atualmente conhecida como “Palacete”, no Parque Natural Municipal da Cidade do Rio de Janeiro (Parque da Cidade). Dois anos depois, por ocasião de obras de manutenção, mudou-se novamente, desta vez para uma escola na Praça Cardeal Arcoverde, em Copacabana. O museu só retornou ao “Palacete” em 1948, na administração do prefeito Ângelo Mendes de Moraes (1947-1951). Por meio de um convênio com o Governo do Estado, em 1994 a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro passou a administrar o museu. Um ano depois, iniciaram-se novas obras de restauração, que incluíram recuperação do telhado, das estruturas metálicas das varandas e do piso. Construiu-se um anexo com elevador e restaurou-se parte das pinturas decorativas originais. O museu é constituído de um conjunto arquitetônico: “Palacete”, Casarão de exposições temporárias, Capela de São João Batista, reserva técnica e anexo administrativo. O MHC realiza exposições, pesquisas e uma ativa programação educativa e cultural. Atualmente, o museu possui um acervo de aproximadamente 25 mil peças, entre as quais estão as coleções fotográfica - com 6.500 imagens, com destaque para Marc Ferrez e Augusto Malta; aquarelas – incluindo Thomas Ender e Adalberto da Prússia, que retrataram o Rio de Janeiro do início do século XIX; gravuras e litogravuras - imagens da cidade nos períodos colonial e imperial, com ênfase para as de autoria de Maria Graham, Eugène Cicéri, Friedrich Hagedorn, Debret e Rugendas; estandartes do século XIX; e a Coleção Guilherme Guinle. O MHC tem como proposta preservar e conservar a memória carioca através do seu acervo e ser um ponto importante de referência e discussão das transformações culturais, sociais, econômicas e materiais da cidade do Rio de janeiro ao longo de sua história.