O Museu do Café, ocupa um imóvel, de 1870, que dava lugar à antiga Casa Grande, sede centenária da Fazenda Lageado, propriedade privada de produção cafeeira situada no Município de Botucatu/SP. Foi construída nos moldes das características do século XIX, cuja arquitetura romana é predominante. Em 1934 essa propriedade foi adquirida pelo Governo Federal na gestão do, então Presidente, Getúlio Dornelles Vargas. Nela instalou a primeira unidade de pesquisa de café do Brasil: a “Estação Experimental de Botucatu”, ligada ao extinto Departamento Nacional do Café do Ministério da Agricultura, recebendo inúmeros investimentos em maquinário e tecnologia de ponta, voltados para o desenvolvimento de pesquisas e experimentos técnico-científicos na área da cafeicultura, visando à diversificação da produção agrícola em áreas de antigos cafezais em todo o país, o que contribuiu para o alto grau de qualidade e produtividade que a produção agrícola brasileira atingiu. Em 1972, através de um decreto federal, o governo do Estado de São Paulo recebeu a cessão da Fazenda para utilizá-la como Unidade de Ensino Superior, para implantação dos cursos de Agronomia e Medicina Veterinária que, juntamente com as Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu e outros Institutos de Ensino Superior isolados, formaram, em 1976, a UNESP. Atualmente, a Fazenda Lageado abriga a Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP, na qual são ministrados os cursos de graduação das Engenharias Agronômicas, Florestal e de Bioprocessos e Biotecnologia da UNESP, além de seus cinco Programas de Pós-Graduação. Como um dos diversos conjuntos edificados remanescentes das colônias de imigrantes e objetos utilizados em cada uma das épocas pelas quais a Fazenda Lageado passou, o Museu do Café dá testemunho da estreita relação entre a mão de obra imigrante e a produção cafeeira, da diversidade étnica sobre a qual nossa sociedade se estruturou e de todas as fases da Fazenda: como propriedade privada produtora de café, como Estação Experimental e como Unidade de Ensino Superior. A origem do Museu remonta a 35 anos, quando um grupo de professores, servidores e alunos da UNESP, preocupados com a preservação e conservação da herança cultural ali contida (conjunto de prédios, instalações, equipamentos, documentos, objetos da antiga fazenda e, depois, Estação Experimental), criou um Centro de Documentação e Memória, que permite a compreensão dos diferentes momentos históricos pelos quais a fazenda passou.