Demétrio Ribeiro foi criado pelo Governado Imperial de D. Pedro II como núcleo de atração de imigrantes por volta de 1880. Os imigrantes que primeiro ali se instalaram eram de origem origem italiana, principalmente Vênetos. Gente laboriosa e preocupada com a educação e cultura, logo fundaram uma escola e mandaram buscar no Vêneto a professora Therezita Borrini Farina, a 1ª Mestra do município de João Neiva. Essa obra era custeada pelos imigrantes e pela Associação da Santa Casa de Misericórdia do Piemonte. Demétrio Ribeiro floresceu, cresceu e se desenvolveu. Teve luz elétrica, telefone, fábrica de cerveja e outros empreendimentos como farmácia, dentista e forte casa de comércio. O café era a principal fonte de riquezas e foi edificado um casario da maior importância. Demétrio Ribeiro teve filhos ilustres como o Doutor Hilário Sigismundo Soneghetti, dentista, Cônsul Honorário da Itália, poeta e membro da Academia Espiritossantense de Letras, pai da escritora Marilena Soneghetti. Dona Alda Soneghetti, esposa do conceituado médico Dório Silva, Orestes Secomandi Soneghetti – advogado tributarista foi Secretário da Fazenda do Estado e Presidente do Bandes e do Banestes. Renzo Secomandi Soneghetti, primeiro engenheiro naval do Brasil, e tantos outros filhos ilustres que não podemos nomear em tão pouco espaço. Até hoje a população de Demétrio Ribeiro é formada eminentemente por descendentes de italianos. Em 1905 a Estrada de Ferro Vitória-Minas chegou a região, mas não contemplou o vilarejo, que com seu belo casario e sua igreja secular, ficou esquecido entre as montanhas. O museu do Imigrante tem o propósito de resgatar a Escola Municipal de Cultura e Educação da Professora Theresita, que foi um marco na cultura do município e é até hoje cantada em prosa e verso pela população de João Neiva.